Archive for junho, 2010


 

Citação

YouTube – Se – djavan
 

Liberta -me.

Tranquilidade,
sons energizantes.

Aprendendo
a ser manso, humilde de coração.

Entregando
as cargas, os fardos,

as
águas quietas são mais tranquilas, acalmam o meu espírito com seu
cantar.”

       Ao som do
mar, ondas batendo sobre as rochas. Um detalhe, a praia está vazia,
sem ninguém, nenhuma alma presente, apenas a minha, o meu Eu. O
cinza colore ao redor, as gaivotas voam, à procura de alimento, não
encontram, desaparecem. Agora apenas Eu e o som das ondas, O Artesão
do céus olha pra mim, observa-me, de seu esconderijo de Luz,
chama-me, estou em sintonia com ele, conectado, ligado plenamente.
Uma corrente de amizade, de dias, de anos, de eternidade. À única
força que tem poder de levantar-me, de quebrar minhas algemas,
preencher vazios, neutralizar o escuro, vem Dele. Está Nele.

      Gestos,
preces, orações, porções de fé, fortificante, fonte de energia para a caminhada, na praia, no solitário,
eleva-me. Subo às montanhas, como pássaro livre, como águia,
forte, destemido. Vejo de lá de cima, olho a praia, as ondas, ouço
os sons energizantes, meu Eu está lá, aprendendo, alimentando-se do
escondido, do secreto, do sagrado. O Artesão dos céus. Decidi.
Determina em seu coração, abraçar-me com paz, com alivio,generosidade.
Salvando-me das trevas, do escuro, do vulto. Fardos levados pelas
águas, cargas retiradas, das minhas costas, dos meu ombros, dos meus
pés, do meu ser.

       Liberta-me,
liberta-me, liberta-me, vem sobre mim. Sempre tão manso, humilde,
amoroso! Essa é a declaração da minh’alma, sabendo eu que minha
vida pertence a Ti, de forma plena, de Corpo e Alma. Estou na Praia, na decisão, na ligação,
estou em mim…

       Liberta-me!


Música na Vida.




                                                                                     

…Fone
no ouvido, músicas.

Ritmo
que nos leva rumo a uma viagem, uma descoberta.

Sintonia,
acordes, pausas.

O
silêncio se faz presente, o ambiente já não é mais o mesmo…”


      O que faz seu coração pulsar? O que fazem
seus pés se movimentarem? Que acorde deixa seu corpo arrepiado? Isso tem tudo
haver com a dança da Vida, com a sintonia deixada por Ela, durante nossa
estrada. Permita-se ser acalmado por ela, direcionado talvez, o importante é
não perder tempo á toa. Componha algo bom, excelente, magnífico, de sonoridade
de tirar o fôlego. Escreva uma partitura particular, com suas notas preferidas,
agudas e graves, meio tom acima pra equilibrar os pensamentos, as atitudes. Dedilhe
comportamentos. Transponha com rapidez, de forma fascinante as imaginações. Escolha
a clave correta, para não cometer erros futuros. Seja maestro da tão preciosa
Vida, pause quando preciso for, quando a orquestra errar, quando precisar mexer
em alguma coisa, arrumar falhas, discutir mudanças, reviver os impactos
grandiosos, desta forma toque assim durante seus dias:

 

“Dó- para os dias tristes, de solidão, de pó, de lágrimas,

Ré- para os dias sem graça, de folhagem no chão, sem ação,

Mi – para os dias de estresse, de conflitos, de olhares,

Fá- para os dias surpreendentes, dias de aniversários, de abraços, de
parabéns pra você, de data querida!

Sol- para os dias quentes, de sede, de sombra, de água, de brisa,

Lá- lá para os dias de canto, de voz, de sussurro, de criatividade,

Si- para os dias de possibilidades, de chuvas, de ventos, de amores! ”

 

Que tal, uma boa
companhia pra ajudar na escolha do repertório? Uma voz doce faz toda diferença,
sabia?  Pegue papel e caneta, pegue seu
violão! Vamos começar pela nota Fá# (Risos)

 

 

Frutos, uma árvore,

dois seres, recém criados, juntos.

Uma vilã, a serpente, o diálogo.

A decisão!”


     Não posso, não devo, fugirei! Essa deveria ser a atitude do recém chegado casal do Jardim. O Artesão dos céus observava tudo, atento, discreto:


    -Qual será a resposta deles, diante da vilã? – O perigo rastejante ganhará? – A perniciosa criatura enganará? Pensava bondosamente o Artesão.


Na frente do casal uma pergunta, uma decisão: Obedecer ou sacrificar? Dar uma mordida ou esperar? Será que seu gosto é bom ou ruim? Espere um pouco, ouça, uma voz: Sábia. Astuta. Perversa. A malícia os rodeava, no cenário paradisíaco de uma árvore, no Jardim da Inocência. No interior do perigo rastejante, o desejo, o roubo, a morte, a destruição. Uma inveja tamanha cobriu o olhar da víbora , da serpente!

O casal estava apreensivo. Na mente uma interrogação: -Meus olhos se abrirão? -Serei conhecedor da realidade? -Serei igual ao Artesão?

 

   -Prove! Foi o que disse o perigo imortal, o inimigo.


Uma decisão, uma mordida, um fruto compartilhado entre si. Os dois condenados, envenenados pela voz da morte, do tropeço, da mentira, da víbora! Os olhos foram abertos. A nudez percebida, logo escondida pela vergonha, pelo olhar de ambos, a realidade. O fruto caído no solo, aos pés da árvore era a prova, a testemunha. No interior dos dois, pedaços ingeridos, agora fazem parte do ser, do casal.


   -Cadê o perigo rastejante, a voz de incentivo? – Cadê a testemunha, o resto do fruto? – Cadê a coragem, para contar o ocorrido ao Artesão?


A voz da criatura perniciosa desapareceu, o resto do fruto apodreceu. Ela fugiu, como sempre o fez, escondeu-se entre as folhagens do Jardim. O Artesão observava tudo, sabia de tudo, sua criação perfeita acabou de cair, uma lágrima rolou.


  -Eles deram ouvidos à voz errada! Disse o Artesão em seu íntimo.


Caíram, perderam o Jardim. A recompensa? O exílio, a prisão fora da perfeição. O castigo? Suor, esforço, dor, a morte. De longe se avistava eles, a vergonha os seguia, o que restou foram roupas improvisadas de peles… Apenas mortais distante do seu Criador.


   -Quem voltará ao Jardim da Inocência?

Carrossel.

 

 

 

Uma mesa, uma caneta,

papéis amassados e espalhados pelo chão!

Um celular, uma mensagem,

expectativas, lembranças, o carrossel que não pára de girar…”



      Ele gira, dando voltas em si mesmo. Pára. Logo após, inicia-se novamente. É ele, o carrossel de minhas lembranças, devagar, às vezes rápido. Assim, prossegue machucando-me. Que fique claro! Não quero apagar as vivencias marcantes, acontecimentos eufóricos, que fizeram meu coração pulsar. E sim, apagar, deletar: O horrível, as intrigas, fracassos e indiferenças. Mas é impossível modificá-los, eles já aconteceram, já está marcado, injetado na minha vida.


      Ei, você! Faça-me, o favor de me lembrar… Tá?


Lembre -me das tardes de Outono,

lembre-me dos sorrisos sinceramente expressados e gargalhadas com pipoca caramelada.

Lembre-me dos abraços inesquecíveis, aquecidos em momentos de névoa e frieza do Inverno.

Lembre-me quando dividi o meu pão da generosidade com o faminto, com o sem propósito.

Lembre-me das piadas, dos banhos de chuva nas tardes de Verão, das brincadeiras na rua.

Lembre-me quando eu era criança, era inocente, era sonhador, tudo podia acontecer se realizar.

Lembre-me do super- herói, do vilão, das conquistas e vitórias.

Lembre-me da Primavera, do primeiro beijo, das mãos unidas no parque, do coração acelerado, das pernas tremulas, do arrepio.”



       Lembre-me, por favor, eu te peço… Lembre-me, para que meu dia ganhe vida, para que o carrossel continue a girar e nunca mais parar..


      Lembre-me…




____Jenuíno!


 

 

 

Mil pensamentos, cortina de fumaça,

ideias mantidas em segredo.

Uma confirmação, meu Eu…

Pingos de luz, claridade,

eternidade!”


       Sentado no infinito, olhei para o extremo da eternidade, eu estava parado lá, sem direção, sem destino. Pingos de Luz. Ideias. Pensamentos aos milhões, sem horas, sem paradas, apenas uma meta. Uma satisfação ainda não conhecida, a busca pelo bem faz com que me sinta só. Não sei se devo continuar, prosseguir talvez venha ser a saída. Eles continuam cair do nada, sementes do destino ainda não conhecido. A melodia da existência enche o vazio deixado pelo ontem. Viro a página, mas a pena dos desígnios continua a escrever, em minha vida, em minha estrada. Caio-me em um espaço de tempo na eternidade, minutos não existem, horas podem passar, o atraso pode se estabelecer e os anos florescerem, estes acontecimentos são meros detalhes tolos. Pois, no infinito, o relógio da presa não tem valor, não tem sentindo, não funciona. Apenas o momento presente ganha espaço e permanece.

     O significante, A essência, cada canto, os vejo, são pingos de Luz. Velas. Preces respondidas. Aroma suave, o branco, o linho, a melodia incessante e harmoniosa, são preciosos fragmentos vividos e intactos perdidos em sintonia com o presente, que ao tocar a superfície, traz paz , calmaria, é calmante pra alma. Por um momento a tempestade passa, a corrente cai, faz barulho, espedaça -se. Atenciosamente ouço uma voz preciosa, um sussurro. Meus ouvidos ouvem, meu corpo sente; reconheci. É a voz no jardim, você tem que voltar pra lá, dizia a suave voz; em sua plenitude. Não queria sair da envolvente eternidade; dos pingos de Luz, dos meu pensamentos. Mas, devo ir, devo chegar depressa e passar pelos portões enferrujados e envelhecidos do jardim. trocar as luzes pelas pétalas e folhagens de outono. Sigo incondicionalmente a voz que se veste de linho fino, sem costura, sem trauma, e saio de meus pensamentos para o jardim, simplesmente percebo que a inocência me aguarda… Estou chegando… parei em frente aos portões. Entrarei? Saberei depois.

 

 

Pão com margarina,

jornal na mesa, meu Eu sozinho,

um lugar sem ninguém!


Leite com chocolate,

biscoito de maisena,

só minha presença, com frio, com calor,

sem medo e pavor!”



Gosto do meu jeito bagunçado de ser/ gosto de abrir a janela pela manhã e ver a diferença do ontem pra hoje/ gosto do meu Allstar/ gosto de está/ gosto da minha calça jeans/ dos meus cds/ dos meu livros na estante/ do meu quarto/ do celular/ das mensagens instantâneas/ do mimo/ do carinho/ as vezes da solidão/ da multidão/ gosto do cantar/ gosto da melodia/ gosto do Violino/ das notas fusas/ do repertório/ da graça/ do barulhos da crianças brincando na rua/ gosto dos acenos de mãos simples/ sempre foi assim/ completamente tomado pelo gosto/ pelo diferente/ pelo feio/ pelo belo/


Pra cada gosto uma atitude/ uma bala perdida/ um coração alcançado/ marcado/ dilacerado/ gosto do envelhecido/ gosto do vinho/ do pão/ da união/ gosto da estampa/ da tranca/ gosto da Gabriela/ gosto do cravo e da canela/ gosto da amizade verdadeira/ do sorriso companheiro/ na face/ gosto da mão no ombro/ gosto da luz de vela/ gosto do jantar à dois/ gosto do olhar penetrante/ misterioso/ cativante/ surpreendente/ gosto da surpresa divertida/ das brincadeiras/ das conversas/ das distrações/ das gargalhadas/ dos verões/ das estações/ do copo de refrigerante/ do açaí/ gosto da vontade/ de nadar/ dos gritos da galera/ das viagens intermináveis/ do sono/ do descanso/


Gosto, gosto, apenas gosto . Não sei se irá agradar a todos. Só sei, que o gosto é meu e de mais ninguém!

 

 

__Jenuíno!



________“Considero-me um oceano, poderás mergulhar para descobrir as
profundezas do meu ser… Em algum lugar acharás uma ostra e contida nela, uma
pérola…

 Minha personalidade!”__________



A minha vida não se resume em mim mesmo, ela está em você.

O meu sorriso está em seus lábios, minha carícia está em seu rosto e
teu abraço está fixado no meu coração.

Tudo que posso é recostar-me em teu peito, sentir o teu cheiro, me embriagar
no teu amor

Tudo que posso…

Tudo que posso é…

Embriagar-me com teu amor!