“Sons
de tímpanos e tambores de guerra!

Todos
os inimigos vencidos. Ruínas passadas, espada em punho, o cenário perfeito.

Minha
mente, o inconsciente. O valente destruído, o manto do triunfo pertence a mim…”

 

 

 

        Grande batalha travou no meu interior
ultimamente, o campo de batalha ainda tem marcas de sangue deixadas no ar, no
solo, no inconsciente. Minha mente anda a mil por hora, nunca pensei que fosse
presenciar acontecimentos tão grandiosos e nobres em meu ser. A partícula da
minha existência moveu-se de lugar, o interessante tomou-se guardião, assumiu a
cena, o episódio, trazendo satisfatoriamente o possível, o alegre, o amanhecer!
As pessoas notam minha mudança, na verdade sou mutável ao extremo, pois corro
rumo à mudança, ao novo, ao que faz bater velozmente o coração.

        Minha armadura está amassada, minha
espada desgastada, nem preciso falar do meu escudo, ele me salvou dos ataques
repentinos, das sutilezas do oposto, do externo que é atraente, do consumo
ligeiro, das falsas portas da Felicidade, da esperança fracassada, da fé sem
obras! Tudo foi vencido, conquistado, despojado, destruído ao extremo e neutralizando,
o que era ameaça já não existe mais, tornou-se lenda os valentes que riam de
minha face, tornaram-se pó, diante do hoje, diante de mim.

      Há ruínas em minha mente, o que era um
barulho e rajada de “Grito de Guerra”, resume-se em silêncio, som que resta
sobre os despojos, que encontra ressonância nos tambores, nos tímpanos, nas faces
derrotadas. Agora sou apenas eu. O hoje. O guerreiro. O habitável. Sento-me um
pouco para ganhar coragem pra ir além, pois a primeira parte foi aniquilada,
relatarei tudo nos pergaminhos da eternidade, em cujo poder está no Artesão que
existe pelos Séculos dos Séculos! Dele virá minha vitalidade, Ele se levantará
sem demora, para revigorar minhas forças e renovar minha esperança. Com certeza
Ele virá!

      Bebo um pouco de água, lavo o rosto,
penso em tudo que presenciei. À coragem ganha vida, desperta. Uma voz me impulsiona
para caminhar, retomar a estrada, pois meu descanso não será aqui. Mesmo com a
armadura totalmente destruída, continuo a andar sozinho, em paz, confiante,
amando o que chegou hoje, sem reservas, sem ruínas, não ligo para o cenário,
pois aprendi que um grão de poeira vale mais do que um mundo inteiro, e as
águas e ribeiros que tenho que passar em minha mente, não voltarão, será
simplesmente águas passadas! A batalha me ensinou que vencer na vida é uma
opção, e que o Artesão dos Céus me ama tanto, que nunca me deixará. Ruínas são
provas de acontecimentos já presenciado e vivido, que passaram e estão perdidos
nos acontecimentos do ontem!

 

  

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